Metroidvania: o gênero favorito dos desenvolvedores indie!

Nos últimos anos, o gênero Metroidvania passou a ser um dos mais amados pelos players e, por consequência, um dos mais explorados pelos desenvolvedores (especialmente os independentes). E isso aconteceu, pois esse tipo de jogo costuma apresentar construções tão interessantes quanto nostálgicas.

Como o próprio nome do gênero sugere, a estrutura básica desse tipo de jogo segue a linha de duas franquias clássicas da história dos games: Metroid e Castlevania. Com essas referências, não fica nada complicado entender por que o gênero cresceu tanto.

E diante de tanta popularidade, resolvi criar este post para lhe apresentar a história do gênero Metroidvania e todos os aspectos que o tornam uma opção tão interessante, tanto para os devs quanto para os players. Portanto, sugiro que não perca essa chance de aprender mais sobre esse assunto. Vamos começar?

Metroidvania: a História!

Metroidvania

Como eu destaquei, o termo Metroidvania foi criado por meio da combinação dos nomes de duas franquias clássicas: Metroid e Castlevania. Contudo, segundo a história nos conta, esse tipo de jogo já existia antes mesmo das estreias das duas lendas citadas.

Nesse sentido, alguns relatos apontam para um game chamado Xanadu: Dragon Slayer II, que foi lançado em 1985 para os PCs da época (apenas no Japão). O título trazia muitos dos elementos que foram explorados mais tarde por Metroid e Castlevania, ou seja, a exploração dos mapas, elementos de jogos de RPG, troca de equipamentos, etc.

Na época desse título, o termo Metroidvania ainda não havia sido criado e isso levou o game a ser classificado como um Action-RPG de plataforma, o que não fica muito longe daquilo que os jogos Metroidvania realmente são, não é mesmo?

Enfim, logo após Dragon Slayer II: Xanadu, as franquias Metroid e Castlevania fizeram a sua estreia (em 1986) e começaram a aplicar e expandir as ideias estabelecidas no ano anterior. Nesse caso, vale destacar que os dois games foram lançados fora do Japão, o que acabou contribuindo para que ambas as franquias se tornassem tão populares.

Apesar do sucesso inicial do primeiro Metroid e do primeiro Castlevania, foi apenas alguns anos depois que as construções atingiram “o estado da arte” e definiram as bases para aquilo que ficou conhecido como Metroidvania. Por isso, agora falaremos sobre os “dois lados dessa moeda”.

Metroid

A franquia Metroid teve a sua história iniciada em 1986, cerca de um mês antes da estreia do primeiro Castlevania. Então, o game pode ser considerado o primeiro grande precursor do gênero Metroidvania. Além disso, foi apenas com Super Metroid, de 1994, que o game alcançou aclamação universal.

Esse título, que foi lançado de forma exclusiva para o Super Nintendo, conseguiu se posicionar como uma versão refinada e expandida de todas as ideias que foram iniciadas com Dragon Slayer II: Xanadu.

Super Metroid exibe um estilo artístico mais bem trabalhado, construções típicas de jogos de aventura e plataforma em 2D e um gameplay mais dinâmico e movimentado.

O título também apresentou inovações, no que diz respeito à utilização de equipamentos, à HUD e à exploração dos mapas, sem contar que a história é tão atrativa, que conseguiu elevar a personagem Samus Aram ao patamar dos grandes ícones da história dos games.

Em suma, apesar de a franquia Metroid ter diversos títulos em seu histórico, é para Super Metroid, de 1994, que os fãs de jogos Metroidvania devem olhar, se quiserem um boa referência.

Castlevania

No “outro lado da moeda”, temos a franquia Castlevania, que também nasceu em 1986 e, assim como Metroid, só levou alguns anos para atingir o estágio que ajudou a definir o gênero Metroidvania.

Como todo bom gamer sabe, foi após uma boa série de títulos que a Konami, empresa responsável pela franquia, lançou o eterno Castlevania: Symphony of the Night (1997) para o primeiro PlayStation.

O referido clássico tratou de otimizar todas as estruturas apresentadas pelos jogos que vieram antes dele e acabou se tornando a principal referência para os jogos que resolveram apostar na mesma ideia, anos depois.

Castlevania: Symphony of the Night conta com muitos elementos de RPG, um mapa que incita a exploração ao máximo, uma movimentação muito mais fluída e um visual impecável. Na pele do icônico Alucard, muitos players dedicaram horas e horas em busca dos famosos 200,6% do mapa.

Com toda a certeza, esse título é o principal “ponto de partida” para todos que desejam entender como funciona o gênero Metroidvania. Não à toa, há muitos players que o utilizam como base para definir se um jogo desse tipo merece ou não merece atenção.

Características do gênero Metroidvania

Ok… apesar de os exemplos apresentados acima já lhe darem uma ideia muito clara que como o gênero Metroidvania funciona, resolvi descrever nesta seção as principais características desse tipo de jogo. Desse modo, você terá uma boa base para quando for fazer as suas pesquisas.

Bem, em primeiro lugar, os jogos Metroidvania tradicionais são construídos sob uma perspectiva 2D. Na realidade, as estruturas das fases pegam alguns conceitos de level design emprestados com os jogos de plataforma. Os mapas costumam apresentar muitas ramificações, o que favorece ainda mais a exploração.

No que diz respeito à movimentação, os jogos de plataforma são a referência mais uma vez. Os personagens, podem correr, pular, se abaixar, se pendurar nas paredes, etc. Todavia, quando passamos para o lado das batalhas, o gameplay apresenta singularidades.

E é na parte dos confrontos que os jogos desse tipo mais se destacam. Como muitos elementos de jogos de RPG fazem parte das construções, acabamos tendo acesso a equipamentos diferentes, que podem alterar o estilo de luta dos jogadores. Além do mais, a presença de magias e armas também faz parte do “pacote”.

Por fim, jamais podemos nos esquecer de que os jogos também apresentam belas histórias. Aliás, essas histórias cumprem um papel muito importante, no que tange à ambientação e ao estilo visual.

Curiosamente, os jogos do gênero Metroidvania não são nada complexos, mas têm mantido seu apelo ao longo dos anos. E isso explica por que os desenvolvedores indie continuam apostando nessas construções e os players continuam se dedicando a elas.

A combinação com elementos de outros gêneros

Essencialmente, o gênero Metroidvania já reúne uma boa série de elementos de outros gêneros. Conforme eu apontei acima, jogos de RPG e jogos de plataforma já são referências tradicionais para esses jogos.

Entretanto, como outros gêneros acabaram surgindo ao longo dos anos, os jogos Metroidvania foram assimilando novas características e adaptando-as às suas estruturas.

Nessa linha de raciocínio, um bom exemplo é a combinação com os famosos jogos rogue-like. Os elementos desse tipo de jogo adicionam aos Metroidvanias um nível maior de desafio, com as ideias de morte permanente, os cenários gerados de forma procedural, etc.

Outro exemplo muito bom é a combinação com os jogos souls-like, que também elevam o nível de dificuldade e adicionam elementos diferenciados à movimentação.

Em outras palavras, podemos dizer que o gênero Metroidvania não parou no tempo. Pelo contrário, a cada novo lançamento, temos jogos indie com aspectos inovadores que ajudam a manter a popularidade dos jogos desse tipo sempre no mais alto patamar.

Metroidvania: amado pelos devs e pelos players!

Para encerrar, ressalto que a quantidade de jogos Metroidvania existentes atualmente é mais uma prova de que esse gênero é amado pelos desenvolvedores e pelos players. E basta observar as avaliações recebidas por esses jogos, em lojas como a Steam ou a Epic Games Store, para confirmar isso. Assim sendo, espero que as informações que apresentei neste post tenham lhe ajudado a entender melhor a história e o funcionamento do gênero Metroidvania. E para finalizar, peço que não deixe de conferir a seleção de jogos Metroidvania que eu lancei aqui no site da V7 Games há alguns dias. Até mais…

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